Manifestantes são agredidos no Noroeste

Esta sexta-feira (14/10) amanheceu agitada nos locais onde será construído o novo bairro no Distrito Federal, o Noroeste. Na região, empresas trabalham para erguer construções, mas um grupo indígena vive no local, que alegam ser um santuário. Nesta manhã, estudantes que estão acampados na região desde quarta-feira (05/10) continuaram com os protestos. Quando um trator se dirigia a um local demarcado por uma construtora, três estudantes tentaram impedir que ele seguisse adiante.

Enquanto uma manifestante, Beatriz M. M., estava com as mãos sobre o trator em movimento, um segurança da empresa responsável por parte das construções ameaçou agredí-la com um cacetete. Ela largou o trator e em seguida a jovem e o segurança começaram uma luta corporal. Ele bateu nela e garota respondeu com chutes. Alguns segundos após o conflito colegas da jovem se agruparam, policiais militares chegaram e apartaram a confusão.

Segundo uma manifestante que preferiu não se identificar, o segurança já chegou agredindo o pessoal. "A gente tentou se aproximar do trator e um deles já estava pronto para bater com o cacetete. Somos contra a construção de prédios aqui, mas sabemos que o caso é bem complicado. Há 50 hectares que estão sub judice, ou seja, a Justiça ainda não determinou se essa área vai ficar nas mãos dos índios ou das empresas. Por isso o início das obras é ilegal. Eles não têm mandado judicial e começaram a construir. O problema é que a sociedade civil não tem força financeira igual às empresas", disse a jovem.
Por volta das 12h25, o senador Rollemberg chegou ao local. "Vim tomar conhecimento da situação e tentar ajudar nas negociações". Ele disse ainda que é a favor da construção do bairo Noroeste, mas, também, defende a permanência dos índios no local de origem.
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