Polícia israelense reforça segurança em lugares sagrados

As forças de segurança de Israel vão aumentar o policiamento em torno de templos e outros lugares sagrados muçulmanos após o incêndio ocorrido em uma mesquita na região da Galileia (norte do país) nesta segunda-feira.
O chefe da Divisão de Operações da polícia israelense, Nissim Mor, confirmou o aumento do patrulhamento nesses locais. Já o comandante da polícia, Yohanan Danino, ordenou "tolerância zero" contra os que provocarem distúrbios ou violarem a lei, segundo o site "Yedioth Aharonoth".
Na madrugada da última noite, um grupo de desconhecidos entrou na mesquita de Tuba Zangaria, na Galiléia, e ateou fogo a tapetes, livros e nas paredes interiores.
Para deixar claro que o incêndio foi criminoso, os muros da mesquita apareceram pichados com palavras de ordem, como "vingança". A idéia de atacar propriedades ou símbolos palestinos é parte da estratégia adotada por alguns grupos de colonos para dar uma resposta aos possíveis ataques contra os judeus.
Nesta segunda, o próprio ministro de Segurança Interna, Yitzhak Aharonovitch, visitou a mesquita incendiada, assim como o presidente israelense, Shimon Peres, e os rabinos chefes de Israel, Shlomo Amar e Jonas Metzger.
"Estou consternado e envergonhado com o que passou aqui. Isto não vai só contra a lei, mas contra a religião judia e a moral. Não aceitaremos isso e é nosso dever proteger estes lugares", disse Peres no lugar do fato.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, também condenou o ataque por julgar contra "os valores do Estado de Israel" e afirmou que a liberdade de religião e de crenças "são valores supremos".
As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, indignados pelo ataque à mesquita.
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