Idosa morre após escorregar em "santinhos"

Mulher morreu três dias depois da queda (Foto: Gleise Keller Assunção/ Jornal Bom Dia)
Foto: Reprodução Rede Bom Dia
O corpo da aposentada de 64 anos, que morreu nesta quarta-feira (10) com complicações após uma queda provocada por “santinhos”, em frente à Escola Francisco Alves Brisola, no Núcleo Geisel, um dos 87 locais de votação nas eleições do último domingo (7), em Bauru (SP), foi enterrado no cemitério do Jardim Redentor, na zona leste da cidade.

A eleitora, que não tinha familiares, já apresentava problemas renais e fazia hemodiálise. Ela morreu de tromboembolia pulmonar. Ela havia ido votar, mas quando estava na calçada escorregou nos milhares de “santinhos” de candidatos espalhados pelo chão. A mulher caiu e quebrou o fêmur e a bacia. No dia da queda ela foi socorrida pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Estadual de Bauru. Depois de internada por três dias, a aposentada não resistiu aos ferimentos.

A juíza eleitoral, Regina Caro Gonçalvez, diz que assim que soube do caso, determinou que os diretores de escolas onde havia a votação limpassem as áreas de acesso às seções eleitorais. A juíza conta que estuda medidas a serem tomadas nas próximas eleições para garantir mais segurança aos eleitores. “Configura crime porque a partir das 22h da véspera das eleições não é possível mais nenhum tipo de propaganda eleitoral. Essa conduta de jogar esse material na frente das escolas configura crime. Infelizmente é um crime difícil de ser combatido, mas nas próximas eleições a gente vai tentar junto com a Polícia Militar um esquema melhor de vigilância. Porque os problemas que causaram neste ano chegou ao limite de tolerância.

A Polícia Militar explica que é difícil identificar as pessoas que jogam os “santinhos” em frente às escolas, já que a ação é feita de madrugada e em vários locais de votação. Para a PM, os próprios candidatos deveriam ter consciência das consequências de jogar tanto papel no chão.

“Muitas vezes candidatos ou pessoas que trabalham para eles lançam esses materiais ao solo infringindo várias normas e colocando toneladas de lixo nas ruas, provocando uma série de acidentes. Eles cometem infrações como lançar objetos de dentro do carro e fazer panfletagem em determinado horário antes das eleições. Normalmente, eles usam esse desespero político porque existe uma lenda urbana que um percentual ínfimo dos votos acaba sendo adquirido porque os eleitores esquecem de levar aquela famosa cola ou mesmo os indecisos acabam pegando esse material. Mas existe o lado da poluição, da questão social”, afirma o capitão, Alan Terra.

Até o final da tarde desta quarta-feira (10), a prefeitura informou que havia recolhido 14 toneladas de lixo eleitoral nas regiões dos 87 locais utilizados para votação.

Globo
Leia mais em:
Link:

Atualizar


Imprimir


Ao comentar, o usuário está ciente sobre a Política de Privacidade