Um dia após ocupação, favelas do subúrbio do Rio são vasculhadas

Beltrame fala em vídeo no Twitter do governo do estado (Foto: Reprodução de site)

Cerca de 150 policiais militares realizam um trabalho de revista e vasculhamento nesta segunda-feira (15), um dia após a ocupação nos conjuntos de favelas de Manguinhos e Jacarezinho, no subúrbio do Rio de Janeiro.

No domingo (14), em entrevista pelo Twitter do governo do estado, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que “está prevista uma ocupação definitiva” na área do Rato Molhado.

De acordo com o coronel Frederico Caldas, relações-públicas da PM, ainda nesta segunda, uma reunião irá definir os detalhes sobre a ocupação no Rato Molhado. "Hoje vai ser feita uma reunião no Quartel General em que vão ser decididos os detalhes e, certamente, nas próximas horas ou nos próximos dias já estejamos prontos para ocupar", contou.

Em resposta a uma pergunta, sobre o porque de não ter havido grande número de prisões durante a ocupação de Jacarezinho e Manguinhos, Beltrame disse que “a polícia nunca vai prender todos os bandidos”.

“Infelizmente, o Rio ficou abandonado muito tempo sem políticas de segurança visíveis que tivessem resultado. Estamos fazendo isso há quatro anos com o programa de UPPs e temos tivo resultados tanto na queda da criminalidade como em prisões como as de Rodrigão e Bacalhau”, explicou.

Rodrigo Belo Ferreira, de 30 anos, o Rodrigão, apontado como chefe do tráfico da parte baixa da favela de São Conrado, na Zona Sul, foi preso no sábado (13) por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Já Luis Fernando Nascimento Ferreira, conhecido como Nando Bacalhau, que seria o chefe do tráfico de drogas do Morro do Chapadão, em Costa Barros, no subúrbio, foi preso no início do mês pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Segundo o secretário, quando acontece uma ocupação, os criminosos saem para outros lugares, mas ficam vulneráveis. “Não têm o manto da proteção daquela comunidade. Isso facilita o trabalho da polícia. É importante prender, mas mais importante é tirar o território deles para outro traficante não se instalar. Se não prender na hora, é obrigação nossa correr e apresentá-lo mais tarde”, completou.

Globo
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