Menino morto em circunstâncias misteriosas é sepultado nesta sexta-feira

Menino de 11 anos, que estava desaparecido desde quarta-feira (31/10), foi sepultado nesta sexta-feira (2/11), Dia dos Finados. O corpo de Pablo Sousa Silva foi encontrado boiando em um lago de Planaltina de Goiás, a 52 quilômetros de Brasília, na manhã da última quinta-feira. O Instituto Médico Legal (IML) não encontrou indícios de afogamento, porém, apontou a presença de lesões no rosto do garoto, possivelmente provocadas por pancadas. A causa da morte foi indicada como traumatismo craniano.

As circunstâncias do sumiço e da morte da criança são ainda um mistério. Como a Polícia Civil de Goiás está em greve, ainda não começou a investigar o caso.

De acordo com familiares, Pablo foi visto pela última vez no início da tarde de quarta-feira. “Ele comeu, pegou um caderninho e foi para a aula de reforço da tarde, como fazia todos os dias”, contou o tio do garoto, Antônio Carlos Silva, 28 anos. No começo da noite, a família percorreu a casa de vizinhos em busca da criança. Em seguida, foram ao local onde ele estudava e à casa dos amigos mais próximos. Ninguém sabia do menino.

Na manhã do dia seguinte, um coleguinha de Pablo indicou a casa de outro amigo, onde sabia que o menino havia estado. “Procuramos a Polícia Militar, que foi até a casa do garoto. Ele nos levou exatamente ao lago onde estava o corpo do meu sobrinho. Foi horrível”, conta Antônio Carlos.

O mesmo menino contou, ainda, que viu os garotos segurando Pablo para que um maior batesse nele, mas não soube explicar o motivo da agressão. Um colega do tio de Pablo confirmou ter visto um adolescente de aproximadamente 16 anos andando com dois meninos mais novos pela região do lago.

O caso foi registrado pela PM como morte por causas não esclarecidas. Na delegacia de Planaltina, a família não conseguiu registrar a ocorrência e a testemunha não foi ouvida devido à greve. Então, os familiares foram para Formosa, onde o caso foi registrado. No entanto, as investigações têm de ser feitas onde o fato ocorreu. Um agente da Polícia Civil goiana ouvido pelo Correio disse que nem esse e nem outros casos serão apurados agora porque os policiais estão mobilizados em busca de melhorias salariais.

Correio Braziliense
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