Novo secretário de Segurança de SP diz que será 1º aliado dos policiais

O novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, assumiu na manhã desta quinta-feira a pasta no Palácio dos Bandeirante e afirmou que defenderá os policiais.

"As instituições policiais terão em mim o primeiro aliado na defesa permanente das carreiras policiais do Estado de São Paulo", disse.

O novo secretário afirmou ainda que vai aplicar inovações no programa de segurança estadual, utilizando a transparência e destacará a integração da atuação entre as polícias Militar, Civil e Científica.

Em seu discurso, Grella também elogiou a gestão de Antônio Ferreira Pinto, à frente da secretaria por três anos. "Sua seriedade e competência são inquestionáveis. Cumprimento pela enorme capacidade de trabalho já demonstrado", afirmou.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) só decidiu demitir Ferreira Pinto depois que Grella aceitou o convite na própria segunda-feira. Até então, não encontrara um nome para a função.

Ele caiu pelo conjunto da obra: a incapacidade de estancar a escalada dos homicídios, a relação para lá de esgarçada com a Polícia Civil, a perda de controle (segundo a visão do governo) sobre a Polícia Militar e a sua relutância em aceitar ajuda da União num momento de crise.

Os casos de homicídios dolosos na cidade de São Paulo subiram 92% no mês de outubro em relação ao mesmo mês de 2011. Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje ao menos dez pessoas morreram e 18 foram baleadas na Grande São Paulo.

Uma das principais missões do novo secretário será fazer com que a setores da Polícia Civil voltem a investigar, controlar o que até o governo chama de "excessos da Polícia Militar" e melhorar o diálogo de sua pasta com entidades da sociedade civil.

Também espera que ele consiga melhorar a imagem das polícias junto à opinião pública, graças à interlocução que acumulou com entidades da sociedade civil ao longo da carreira. O novo secretário, dizem aliados, não é dado a polêmicas.

Grella também recebeu a incumbência de botar uma "focinheira" na PM --o termo está sendo usado dentro do Palácio dos Bandeirantes. Alckmin teme que seu governo passe para a história como truculento e letal.

Ele foi procurador-geral do Ministério Público por quatro anos, órgão ao qual pertence desde 1984.

Nomeado chefe da Promotoria pelo ex-governador José Serra em 2008 e reconduzido ao cargo em 2010, é conhecido por ser discreto e técnico. "Um diplomata do Ministério Público", disse Serra a aliados, no fim de sua gestão.

Foi exatamente a fama de conciliador que pesou para que Alckmin o convidasse para o cargo. O governador aposta em Grella para contornar o descontentamento de parte da Polícia Civil e fazer a corporação reassumir os trabalhos de inteligência e combate ao crime organizado.

Folha


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