Atirador forçou entrada em escola onde ocorreu massacre, diz polícia

Balões brancos decoram placa que indica direção da escola Sandy Hook, na manhã deste sábado (Foto: AP)
Foto de jornal local mostra crianças sendo retiradas da escola em Newtown, Connecticuc, em que ocorreu o tiroteio nesta sexta-feira (14) (Foto: AP)
O atirador que matou 26 pessoas na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, nos Estados Unidos, forçou sua entrada no estabelecimento antes de cometer o massacre, segundo informações da polícia local. De acordo com o tenente Paul Vance, o autor do ataque não foi autorizado a entrar na escola pelos funcionários, e invadiu o local. Não foram divulgados mais detalhes sobre como ele conseguiu entrar.

Entre os mortos, estão 20 crianças. Os outros seis são adultos. Uma outra pessoa foi encontrada morta na casa onde vivia o suspeito – segundo a polícia, o corpo encontrado foi o de uma mulher, parente do suspeito.

A imprensa americana relatou que a vítima seria a mãe do atirador. O suspeito também foi indentificado pelas TVs locais, citando fontes policiais, como Adam Lanza, de 20 anos. Apenas um dos baleados na escola sobreviveu – uma mulher, que de acordo com o tenente Vance passa bem e será essencial para as investigações.

Os moradores de Newtown buscavam neste sábado (15) respostas para o massacre. Por enquanto, ainda não se sabe o que levou o atirador a entrar na escola armado e atirar em alunos e professores.

Vance, porta-voz da polícia local, já havia dito pela manhã que a identificação dos corpos foi concluída, assim como a notificação das famílias. Os corpos foram retirados durante a madrugada. Ele informou que a divulgação das identidades das vítimas, assim como a confirmação do nome do atirador, será feita ainda neste sábado, depois que os médicos legistas terminarem seu trabalho.

Segundo ele, a perícia no local do crime deve seguir por mais alguns dias – ainda é necessário finalizar a perícia dentro de escola, além de processar o lado de fora.

Em uma entrevista coletiva, Vance também informou que os policiais conseguiram recolher evidências importantes que permitirão à polícia reconstruir o crime e elucidar como e por que o massacre ocorreu. "Encontramos evidências muito boas nesta investigação, que os nossos investigadores poderão usar em, espero, definir o quadro completo sobre como, e mais importante por que, isto ocorreu", afirmou.

O massacre só não foi maior porque muitos professores conseguiram salvar vidas fechando as portas das salas de aula ao ouvirem os disparos. Um deles salvou vidas trancando os alunos em um armário.

Na noite de sexta, a população da pequena cidade se reuniu nas igrejas locais para rezar pelos mortos. De acordo com a rede de televisão CNN, a cidade de Newtown registrou apenas um assassinato nos últimos 10 anos.

Horas depois do massacre, centenas de pessoas se reuniram para uma vigília na igreja de Newtown, que ficou lotada. Muitas pessoas acompanharam o ato do lado de fora do templo.

"É uma comunidade que realmente se une quando acontecem coisas como esta", disse o pároco Robert Weiss durante a missa. Durante a vigília, foi lida uma carta do Papa Bento XVI.

"Peço ao nosso Deus pai que console aqueles que choram a perda de um ser querido e que apoie toda a comunidade com a força espiritual que se impõe à violência através do perdão, da esperança e do amor reconciliador", escreveu o Papa.

Globo
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