Consumo excessivo de álcool ocorre cada vez mais cedo no Distrito Federal

O primeiro gole de Arthur* ocorreu em uma festa de família, aos 8 anos. A pedido do pai, o garoto ia várias vezes à geladeira buscar cerveja e servir os convidados. Curioso, ele experimentou o líquido que tanto agradava aos adultos. Ficou embriagado. O pai e os amigos riram da situação, e Arthur bebeu mais. Descobriu-se mais tarde que ele tinha pré-disposição ao alcoolismo. Hoje, aos 17 anos, o adolescente tem vergonha de falar sobre o problema. Perdeu a conta de quantas vezes dormiu nas calçadas de bares de Planaltina, onde mora. A morte da mãe e o abandono do pai contribuíram para a piora do vício. Os avós maternos assumiram a responsabilidade de criá-lo e tentam mantê-lo longe das bebidas.

Mas a venda indiscriminada de cachaça nos botequins perto da casa do jovem atrapalha a recuperação. “Os donos dos botecos e os vizinhos acham engraçado ver o meu neto cambaleando pelas ruas. Para eles, é uma diversão; para mim, um sofrimento que não tem fim”, contou a avó. O drama da família poderia ser menor se os comerciantes fossem mais responsáveis. Somente neste ano, 170 proprietários de bares, restaurantes, boates, supermercados, postos de gasolina e quiosques foram flagrados comercializando bebida alcoólica para menores de 18 anos. Somados os números de 2010 e de 2011, já são 340 empresários notificados, segundo a Promotoria da Infância e Juventude do DF.

Correio Braziliense
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