CPI do Cachoeira adia mais uma vez a votação de relatório final

 (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)

Com quatro propostas alternativas ao texto do relator Odair Cunha (PT-MG), os parlamentares não conseguiram chegar a um acordo e estudam agora uma nova data de análise do documento. O prazo é curto: a CPI será encerrada até 22/12.

A CPI está reunida agora e discute como resolver o impasse. Além dos cinco votos em separado, parlamentares reclamam que o texto de Odair ainda contém menções a jornalistas e ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O petista havia garantido que suprimiria esses trechos.

Odair disse que houve erros ao tirar alguns trechos, mas prometeu que o texto que será encaminhado ao Ministério Público não levará esses nomes. Ainda assim, parte dos parlamentares se rejeita a votar o relatório com as citações.

Por ora, os parlamentares debatem os relatórios alternativos. O deputado Rubens Bueno (PPS-SP) lê seu texto, que pede mais investigações sobre ligação entre governadores e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Um dos principais impasses para a votação do texto de Odair é o pedido de indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo. A oposição reclama que a decisão é política. "Isso não é uma peça investigativa, mas um material de campanha", acusou o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Em contra-ataque, os tucanos apresentaram um voto em separado em que pedem o indiciamento do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Ele teria atuado dois anos como consultor da Delta, com objetivo de facilitar o trânsito da empreiteira no governo federal.

Correio Braziliense
Leia mais em:
Link:

Atualizar


Imprimir


Ao comentar, o usuário está ciente sobre a Política de Privacidade