A cada 2 horas ocorre um furto de roda de automóvel no Distrito Federal

O Fiat Stilo do gerente de loja Gléder Dourado teve os quatro pneus furtados no Guará 2. O estrago só não foi maior porque o veículo estava estacionado em cima da grama (Gleder Dourado/Divulgação)
O Fiat Stilo do gerente de loja Gléder Dourado teve os quatro pneus furtados no Guará 2. O estrago só não foi maior porque o veículo estava estacionado em cima da grama.

A cada dia, em média, 13 veículos acabam com as rodas e os estepes furtados no Distrito Federal. A estimativa é da Secretaria de Segurança Pública, feita com base nos dados mais recentes sobre o crime — de janeiro a setembro de 2012. Foram 3.479 ocorrências desse tipo no período, número que aponta o perigo ao qual a frota de aproximadamente 1,4 milhão da capital federal está exposta. Brasília, Taguatinga e Águas Claras lideram o ranking de vítimas de ataques. Apenas no Plano Piloto, a polícia registrou 925 furtos no ano passado, o que representa mais de três casos por dia na região. Já em Taguatinga, houve 626 carros depredados, e, em Águas Claras, 371. Em comparação a janeiro e setembro de 2011, o Distrito Federal contabilizou queda de quase 13% nesse tipo de delito. Mas a greve da Polícia Civil, que durou quase três meses e impediu o registro de ocorrências de menor potencial ofensivo, pode ter mascarado a realidade.

Para especialistas em segurança pública e moradores de Brasília, o crime é uma ameaça crescente. A servidora pública Denize Moreira, 50 anos, conta ter se deparado com vários carros sem as rodas na quadra onde mora, na 216 Norte. O próprio veículo dela foi alvo de bandidos, há cerca de dois anos. “Eu estacionei na lateral do meu bloco. No outro dia, quando desci para pegar o meu carro, ele estava sem três rodas, apoiado em umas pedras”, lembra Denize. O gerente de loja Gléder Dourado, 31 anos, passou pela mesma situação há cerca de duas semanas. O morador do Guará 2 teve as quatro rodas do carro furtadas na porta de casa. Ele registrou uma ocorrência em 12 de janeiro, mas o caso não seguiu adiante. “Os policiais nem quiseram fazer a perícia. Disseram que não tinha gente para fazer na hora. Acho que eles não estão ligando muito para esse tipo de coisa, não. Estou indignado”, reclamou.

Correio Braziliense
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