BlackBerry é relançado com sistema operacional 10 e dois novos telefones

 (BlackBerry/Divulgação)

Nova York - A empresa canadense Research in Motion (RIM), pioneira dos smartphones com seu BlackBerry, apresentou nesta quarta-feira (30/1) seu esperado sistema operacional BlackBerry 10 e dois novos telefones inteligentes, o Q10 e o Z10, em uma forte aposta para reconquistar o mercado das telecomunicações. A empresa anunciou também que mudou seu nome para BlackBerry, o emblemático smartphone que a tornou famosa, em uma estratégia para ganhar terreno frente a seus rivais, o iPhone da Apple e os aparelhos equipados com o sistema Android do Google.

"De agora em diante, a RIM se torna BlackBerry", disse o diretor executivo Thorsten Heins em Nova York, em um dos seis eventos globais de lançamento do produto. "É uma marca, uma promessa", afirmou. Em um evento retransmitido simultaneamente em Toronto, Londres, Paris, Johannesburgo e Dubai, a empresa mostrou dois novos smartphones para sua nova plataforma BlackBerry 10: um com teclado físico, o Q10, e outro com tela de toque, o Z10.

A empresa apresentou dois novos aparelhos para sua nova plataforma (BlackBerry/Divulgação)
A empresa apresentou dois novos aparelhos para sua nova plataforma

O novo BlackBerry 10 "transformará as comunicações móveis em uma verdadeira computação móvel", disse Heins. "Hoje é um novo dia na história do BlackBerry". A empresa também apresentou a cantora Alicia Keys como sua nova diretora criativa global.

Heins disse que a nova BlackBerry não trata apensas de novas plataformas e produtos, mas também de "ajudar os empresários de sucesso e as mães trabalhadoras", e que Keys terá um papel nesse sentido. Keys, que contou que voltou a ter um telefone BlackBerry depois de experimentar outros aparelhos, disse que o cargo a permitirá "trabalhar com pessoas do mundo do espetáculo e da música" para ajudar a melhorar a experiância BlackBerry.

Este lançamento é visto como crucial para a BlackBerry, que dominava o mercado dos smartphones antes da Apple lançar seu iPhone e outros fabricantes começarem a utilizar o Android. Segundo a empresa, o novo sistema operacional permitirá os clientes trocar de aplicativos, sem passar primeiro pela página inicial, melhorando a eficiência e a funcionalidade multitarefa.

Outra vantagem do BlackBerry 10 é a função "Balance", um sistema que permite aos usuários separar as comunicações profissionais dos aplicativos de música, fotos e outros usos pessoais de um smartphone. Isso significa que se um usuário muda de emprego, a empresa pode desativar o lado corporativo do aparelho sem afetar os dados pessoais do ex-funcionário.

"Este é o primeiro passo na recuperação do BlackBerry e acredito que foi feito um bom trabalho até agora, mas ainda há muito mais passos a dar", disse o analista independente Jeff Kagan. "Teremos que esperar e ver, mas até agora, tudo bem." Kagan disse que o novo BlackBerry "será um forte competidor para a terceira posição. Não se aproximará dos números um ou dois, onde estão o Google e a Apple, mas o mercado quer ter mais opções".

Nova oportunidade 

O desempenho recente da RIM em Wall Street sugere que o mercado está aberto ao BlackBerry 10. As ações da empresa canadense subiram mais de 30% desde o começo do ano, apesar das quedas nos últimos dois dias. Carolina Milanesi, analista da Gartner especializada em aparelhos eletrônicos, disse que o objetivo deste relançamento da empresa "é recuperar a confiança na marca BlackBerry e captar tanto os consumidores e como as empresas".

Milanesi disse que um lançamento pelo menos dará à empresa "uma oportunidade para entrar em jogo", mas alertou que a BlackBerry tem pouca margem de erro, após atrasar vários meses o lançamento do BlackBerry 10. "Não serão perdoados pelos erros", opinou.

As ações de BlackBerry caíram 4,4% nesta quarta-feira após os anúncios, a 14,98 dólares. Segundo a empresa de pesquisas IDC, a participação da BlackBerry no mercado global de smartphones caiu 4,7% em 2012, com o Android respondendo por 68% e o iOS da Apple, 18,8%. Contudo, com 80 milhões de usuários, e uma popularidade ainda forte fora da América do Norte e Europa, muitos analistas aconselham a não enterrar a empresa canadense por enquanto.

Correio Braziliense
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