Consumidores sentem inflação no bolso e começam a mudar hábitos

Por causa da alta nos preços dos serviços de beleza, Karina Teles trocou o salão do qual era cliente fiel por outro: 'Nunca mais voltei' (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Por causa da alta nos preços dos serviços de beleza, Karina Teles trocou o salão do qual era cliente fiel por outro: "Nunca mais voltei"

Os consumidores já sentem no bolso, e há meses, o que os índices que medem a inflação vêm revelando. A escalada dos preços cobrados pelos salões de beleza fizeram a advogada Karina Berardo de Souza Teles, 35 anos, trocar o estabelecimento que frequentava fielmente por outro. No último mês, ela viu o valor cobrado para pintar as unhas subir de R$ 30 para quase R$ 40. “No fim do mês, o gasto seria de R$ 160 só para isso. Nunca mais voltei ao (antigo) salão”, afirmou. Para ela, esse é um dos gastos que mais pesam entre as despesas com beleza. “Cabelo não é barato, mas a gente não faz com tanta frequência quanto unha”, justificou. 

O segmento é um dos principais responsáveis por puxar para cima a inflação do setor de serviços pessoais, com um aumento de 1,53%, seguido pelo de atendimentos médicos e dentários (1,22%). O salão que Karina frequenta agora cobra R$ 85 pelo corte feminino, R$ 40 pelo masculino e R$ 36 para o serviço de manicure. A proprietária do estabelecimento, Erenita Ferreira da Silva, explica que é inevitável não repassar um aumento no preço final aos consumidores quando os produtos, a mão de obra e o aluguel sobem.

Correio Braziliense
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