DF fica com índice de óbitos em acidentes abaixo do aceitável pela ONU

O número de mortes em acidentes proporcional à frota de veículos nunca se mostrou tão baixo no Distrito Federal como em 2012. Pela primeira vez, a quantidade de vítimas ficou abaixo da meta aceitável pela Organização das Nações Unidas (ONU) para os países em desenvolvimento, de três casos para cada grupo de 10 mil veículos. Na capital do país, o índice ficou em 2,9 óbitos por 10 mil carros. O recorde histórico é atribuído à maior conscientização do motorista, principalmente em relação à proibição de dirigir alcoolizado. No último ano, houve 4.389 flagrantes, menos da metade dos 10.499 registros de 2011.

O balanço de mortos e feridos, apesar de alto, indica um dos melhores resultados dos últimos 15 anos. Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro passado ocorreram 389 colisões, com 414 mortes (leia ilustração). O levantamento é preliminar e será atualizado até o próximo dia 31 porque, diferentemente de outras unidades da Federação, o Detran do DF contabiliza as mortes ocorridas até 30 dias após a ocorrência. “Em 50% dos casos, o óbito ocorre no local. Por isso, é importante acompanhar os sobreviventes para que tenhamos dados mais consistentes”, explica o estatístico Pedro Henrique Monteiro Moreira, da Gerência de Estatística de Trânsito do Detran. Em 2011, o órgão registrou 418 acidentes e 465 mortes. 

Desde 1995, o número mais baixo de óbitos havia sido registrado em 2006: 414 casos. É preciso destacar que, desde então, houve aumento da frota e da quantidade de habilitados. Em 2006, eram 883.676 veículos e, atualmente, há 1.400.650, um aumento de 58,5%. O total de motoristas saltou de 1.111.078 para 1.420.568, ou seja, 27,8% a mais no mesmo período.

Correio Braziliense
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