Vinte e oito cães da PM vão às ruas em busca de armas, drogas e explosivos

No quartel do BPCães, o cachorro é treinado e torna-se companhia indispensável do trabalho policial nas operações de busca e apreensão (Monique Renne/CB/D.A Press)
No quartel do BPCães, o cachorro é treinado e torna-se companhia indispensável do trabalho policial nas operações de busca e apreensão

Em troca de um brinquedo de estimação, eles localizam drogas, explosivos e fazem cara de poucos amigos para proteger seus adestradores. São treinados para atacar quando for necessário, mas, por trás das raças agressivas, os cachorros do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) são dóceis e se tornam atração por onde passam. Hoje, 53 cães vivem no canil da corporação. Vinte e oito estão preparados para irem às ruas. Os outros ainda passam por treinamento rigoroso e é preciso ter vontade de trabalhar para conseguir se tornar um integrante da equipe. 

Eles chegam à Polícia Militar por meio de licitações. A última levou seis novos animais ao quartel. Participaram da seleção dobermanns, pastores-alemães, rottweilers, labradores e staffordshire bull terriers. Só passaram pelas fases de teste os que demonstraram instinto aguçado e vontade de trabalhar. Os preguiçosos não têm vez. “Testamos cachorros, a partir de oito meses, do Brasil inteiro. Os escolhidos são os que têm boa socialização e mais agitação”, conta um dos adestradores, o capitão Renato Cezário Guimarães.

Os que nascem no Batalhão começam a ser estimulados no primeiro dia de vida. São submetidos a alturas e temperaturas variadas. Para começar a testar o faro, os filhotes são colocados distantes da mãe. A fome faz com que, pelo cheiro, eles voltem para se alimentar. Treinam debaixo de sol ou de chuva, mas, para cada dia de trabalho, ganham um de folga. “Eles ficam prontos para atuar em qualquer situação, afinal, o trabalho da polícia é feito em todas as ocasiões. E quando eles estão preparados, não há barulho ou temperatura que os incomodem ou tirem a atenção deles”, conta o comandante do BPCães, major Petercley Franco.

Correio Braziliense
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