Volume de água é tão baixo em represa de Furnas que até cemitério reaparece

Depois de 11 anos submersa, ponte alagada por hidrelétrica em Minas Gerais volta à tona e serve de travessia para pedestres e caminhões pesados. Nível de água é crítico (Euler Junior/EM/D.A Press)
Depois de 11 anos submersa, ponte alagada por hidrelétrica em Minas Gerais volta à tona e serve de travessia para pedestres e caminhões pesados. Nível de água é crítico

As oito turbinas da hidrelétrica de Furnas, a mãe dos reservatórios de energia no Brasil, que alimenta 11 usinas importantes para o país até chegar a Itaipu, na divisa do território nacional com o Paraguai, são desligadas da meia-noite às seis da manhã. Na parte do dia, a empresa gera energia, mas em quantidade bem menor do que deveria. Ontem, o reservatório, situado 220 metros acima do nível do mar, estava em 153,3 metros. Se baixar para 150 metros, atingirá seu “nível do morto”, ou seja, deixará de operar. O volume de água é tão baixo que o cemitério da velha São José da Barra, primeiro município inundado pelo lago da represa de Furnas, reapareceu. Em Três Pontas, duas pontes que ligam o município às cidades de Paraguaçu e Elói Mendes, reapareceram e estão sendo usadas, inclusive, por caminhões pesados, depois de 11 anos submersas.

A última vez que elas emergiram foi em 2001, ano do racionamento de energia no Brasil. As pontes ficaram debaixo d’água em 1962, quando o lago foi formado. Em Guapé, as ruínas da igreja da cidade velha, que está no fundo d’água há 50 anos, reapareceram. O turismo, a pesca e a agricultura na região dos 34 municípios banhados pela represa de Furnas estão prejudicados e, segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), os prejuízos chegam a R$ 100 milhões.

Correio Braziliense
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