Sobe para 33t a quantidade de peixes retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos na Lagoa Rodrigo de Freitas (Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo)
Agentes da Comlurb retiram peixes mortos na Lagoa na manhã desta quarta-feira (13) (Foto: Isabela Marinho / G1)
Até o final da tarde desta quarta-feira (13), 33 toneladas de peixes mortos tinham sido retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Savelha, manjubinha e acará foram as principais vítimas, por serem as espécies mais sensíveis a mudanças de condições do ambiente aquático.

Nesta manhã, o biólogo Mário Moscatelli disse que a pesca poderia ter evitado a tragédia ambiental. "Um cenário do século XVII, em pleno século XXI, a três anos dos Jogos Olímpicos, é matéria orgânica, se é do esgoto ou se for provenientes de chuva torrencial, tem que ser avaliado. Ou se é a troca da falta de água, entre o mar, entre a bacia hidrográfica e a Lagoa, fato que tenho certeza que a culpa vai ser atribuída à natureza. Precisamos é de gestão. Poderia ter chamado os pescadores e pescar antes dos peixes morrerem, poderia ter sido consumido e se evitaria que tudo fosse para o lixão”, explicou o especialista.

De acordo os pescadores do local, as comportas do Rio dos Macacos, na Rua General Garzon, na Lagoa e no Jardim de Alah para a praia de Ipanema, estavam fechadas nas últimas semanas e, por isso, não houve renovação da água.

“A água não se renova, uma água nova que vem do rio, da cachoeira e se guarda água de chuva? Nunca vi isso”, exclamou o pescador Antônio Claudio, que ressaltou que peixes como Linguado, Robalo, Carapeba, Acará e Manjubinha, comuns no consumo, foram encontrados mortos na Lagoa.

Globo
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